Friday, April 29, 2005

sexo na cabeça

Sexo, sexo, sexo

por Spokin Furnikow

Paris Hilton já nasceu milionária, mas ficou famosa mesmo quando circulou na internet fornicando com seu namorado - um gordinho meia bomba. Virou celebridade internacional e até ganhou seriado na Fox.
Pamela Anderson, famosa pelas curvas, pelo par de seios exuberantes e pela sequência de surras que levou de Tommy Lee, não perdeu a oportunidade de se exibir fazendo um boquete pro então marido; acredito que até pra provar ao mundo que se não existia amor entre os dois, sexo não faltava - at all!
Bill Clinton quase perdeu o melhor emprego do mundo por causa de uma chupeta. E o pior, com aquela cara de boçal, e por ser estagiária, você já imagina como deve ter sido. Da mesma forma que ele deu o pega no baseado mas não tragou, aposto que ela chupou mas não engoliu! Aliás, estagiário é assim, solicito pra fazer tudo, mas faz tudo meia boca, mesmo que seja com a boca toda.
Há quem diga que a audiência da Globo aumenta por conta da qualidade das produções, até matérias sobre o projac têm sido escritas ultimamente. As pessoas esquecem - ou não podem comentar - que é a baixaria que dá audiência; a sacanagem! Quem assistiu Roque Santeiro e hoje vê América deve perceber a diferença no figurino, cada vez mais figurado. Dizem que a malhação é um "laboratório" pra testar novos talentos, mas o que eles querem mesmo é colocar as menininhas na academia desde cedo, pra garantir o "padrão globo de qualidade". Sexo e TV, tudo a ver!
Uma das maiores audiências da história da TV mundial foi a cobertura da guerra do Iraque. O mundo parou. Parou pra ver o Sadam tomar no......
A partir de hoje teremos este espaço dedicado a essa arte milenar, que é capaz de desviar a atenção de qualquer mortal. Até você, que deveria estar trabalhando, mas tá aí do outro lado, lendo essa esporrada verbal e contando os minutos pra sua próxima transa.
Sexo na cabeça e no Cabeça!

Thursday, April 28, 2005

cabeça esportiva

Peixe fora d’água

por Fábio Kadow

Ontem tivemos a despedida oficial de Romário da seleção brasileira. A coisa pareceu mais um pedido de desculpas da CBF, já que há um tempo Romário, sem apoio da CBF, havia feito uma outra partida nos EUA, num jogo contra o México. Ontem o “Peixe” pode finalmente participar desse evento montado pela Rede Globo (digo evento porque jogo mesmo pouco teve). Mas a emenda acabou saindo pior que o soneto quando o craque, ao sair de campo, disse que “isso não era para ser aqui”. Na lata, ao vivo, para o repórter Mauro Naves, que ainda tentou corrigir com um “aplaudidíssimo pela torcida paulista” (e foi mesmo).
Romário foi craque, um dos melhores que já vi (tudo bem, tenho apenas 28 anos) e sem dúvida o maior responsável pela conquista da Copa do Mundo de 1994. Muita besteira ele fez também, mas esse é seu jeito de ser fora de campo – o mesmo que, provavelmente, o impediu de atuar em qualquer outro canto do País, inclusive São Paulo. Isso não é crítica, é constatação: o Peixe estava fora d’água.

Outros fatos relevantes:
- Galvão tentando animar o jogo
- Galvão tentando explicar a nova câmera “que corre” (não sei se foi o excesso de câmera ou cerveja, mas tudo balançava a certa altura)
- A torcida “homenageando” Galvão e a Globo
- O incrível passe de Ricardinho para o gol de Romário
- O terno jaquetão e a gravata ridícula de Viola

________________

cod master: tenho alguns comentários pra completar essa excelente análise do nosso fiel colaborador e volante do Juventude Futebol e cerveja. Vamos por partes:

1. Nem tudo foi bola fora pra Romário. Na volta olímpica que o anão, digo, baixinho, fez questão de impor, conseguiu garantir um pouco mais de alegria e visibilidade pros patrocinadores do futebol da bobo, digo, globo. Por quase um minuto circulou o gramado ao lado das placas de Good-Year, Volkswagen, Itaú, Vivo e Brahma. Tirando o gol, foi seu melhor lance em campo.

2. Galvão Bueno, como sempre, soltando suas pérolas, afirmou - "a seleção brasileira está na alma do torcedor". E eu aposto que ele disse isso fazendo "cara de conteúdo". Sobre a desnecessária "câmera aérea" foi bem mais sincero: "ainda precisamos pegar o jeito da coisa", assumiu.

O Romário foi embora - e já foi tarde - mas o Cabeça continua.
Sds,
Felipones

Wednesday, April 27, 2005

cod head

Siga o passo-a-passo e veja que engraçado:

1. acesse www.yahoo.com

2. procure por "cabeça de bacalhau"

3. quando aparecer o link, clique no "translate this page"

4. now you have access to the Cod Head, cheers!

mkt&com

Quebrando Paradigmas

por Renata Ruffato

A comunicação não tem fronteiras, nem regras, nem deve ter pré-conceitos.
Que o diga o pessoal das Casas Bahia, que saiu do trivial e invadiu as telonas dos cinemas, estreando nessa interessante mídia graças à Rain Network (primeira empresa no mundo a interligar salas de cinema via satélite para distribuição de conteúdo). As Casas Bahia veiculam no cinema sua campanha de Dia das Mães, criada pela Y&R, atingindo diretamente a um público novo, importante para a empresa: o A/B, frequentadores de salas em SP, RJ, Brasilia, Porto Alegre e Belo Horizonte. O filme tem 60" e forte apelo emocional - ou seja, tudo a ver com o público cinéfilo, que adora ser impactado pela emoção. No roteiro de Silvio Matos, a barriga da mãe aparece como a primeira casa do ser humano e o texto diz que pouca gente se lembra de como era essa casa, mas nunca esquece da dona;. No fim, aparece a grávida e o locutor encerra "Homenagem das Casas Bahia às donas da casa mais importante da nossa vida, as mães".

Monday, April 25, 2005

cabeção

Reproduzo abaixo uma nota que saiu hoje a tarde no Blue Bus:

Email e telefone distraem mais que maconha 15:34
Emails, mensagens de texto e telefonemas afetam temporariamente a capacidade intelectual dos funcionarios duas vezes mais do que se eles fumassem maconha. É o que diz estudo patrocinado pela HP e realizado por pesquisadores do Institute of Psychiatry, de Londres. Ambientes com tecnologias que distraem reduzem, em media, em 10 pontos a capacidade de um profissional, enquanto fumar maconha provoca queda de 4 pontos. Segundo o estudo, uma reduçao de 10 pontos equivale a 1 noite sem dormir. Noticia da Red Herring, em inglês, aqui (obrigado, Michel Lent). 25/04 BBI

_________________________________

comment: antecipando o que pode vir a ser matéria de capa da revista VOCE S/A, o Cabeça não poderia deixar de dar uma sugestão a todos aqueles preocupados com seu futuro profissional: continuem fumando maconha, mas parem de atender o telefone!

odisséia de cinema - sp

Gosta de Cinema?
Curte uma balada?
Então o Odisséia de Cinema foi feito pra você!

A partir desta sexta-feira, 29 de abril, acontece o Odisséia de Cinema, no Espaço Unibanco da Rua Augusta, em sampa. O evento, que mistura cinema e balada, terá projeção de três filmes, a partir das 23h. No intervalo entre as sessões acontece uma verdadeira “balada”, com DJ’s, iluminação e bar. Detalhe: bar e DJ (da Eldorado FM) não param no decorrer das projeções, portanto, assistir os 3 filmes não é obrigatório.

Esta será a primeira edição do evento, que acontecerá toda última sexta-feira de cada mês.
Os ingressos, que podem ser comprados pelo site da Ingresso.com ou no próprio Espaço Unibanco, custam R$13,00 e dão direito a café da manhã servido na manhã de sábado.

plim-plim

Curiosamente na mesma semana de aniversário da TV Bobo, digo Globo, acontece a TV Turnoff Week, protesto anual contra a influência da TV, realizado nos EUA, Inglaterra e Canadá. Na Terra da Rainha, por exemplo, manifestantes circularão por bares e restaurantes, desligando televisores e distribuindo panfletos. No Brasil, Terra de Ninguém, seremos "presenteados" com uma programação especial pra comemorar o sucesso absoluto do plim-plim, responsável, entre outras coisas, por uma sociedade cada vez mais fútil e alienada.
Portanto, se você ainda não sabe o que comprar pro aniversário da Bobo, digo, Globo, compre um livro!

mkt&com

Uma jovem, desejada e esnobe senhora de 40.

por Renata Ruffato

Dia 26 de abril. 40 anos de TV Globo. 40 anos de uma supremacia absoluta. 40 anos que fizeram da marca sinônimo de tv no Brasil. Podemos questionar o conteúdo do canal do Plim-Plim. Podemos também criticar o uso dessa supremacia nas negociações comerciais, ditando regras cruéis para anunciantes e mais cruéis ainda para as pobres emissoras concorrentes. Mas não se pode deixar de elogiar a trajetória de sucesso ininterrupto daquela que criou, sem falsa modéstia, o Padrão Globo de Qualidade (seja lá o que isso queira dizer na prática). Hoje, a Globo perde espaço (mínimo ainda) para a tv a cabo e os dedos ágeis sob o controle remoto. Só assiste a programação global, permeado na maioria pela tríplice novela-filme-telejornalismo, quem quer. E ainda muita gente quer. São poucos os planos de mídia que não privilegiem os breaks caríssimos da grande vênus platinada. São raros os anunciantes que não sonham em ter seu produto no horário mais que nobre do Jornal Nacional. E todos nós temos histórias pessoais que se confundem com a história da TV Globo. Entrando na idade da loba, a Globo tem um grande desafio pela frente: rejuvenescer, diversificar, continuar líder. Dá-lhe Botox na jovem senhora!

Renata Ruffato RR Textos e Comunicação 11 8415-5809

Thursday, April 21, 2005

cabeça dinossauro


A foto acima é do Cardeal Joseph Ratiznger, que nasceu na Bavária e foi soldado do Exército alemão nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial. Mesmo já tendo 78 anos, foi eleito o "novo" Papa.

Monday, April 18, 2005

fumaça no ar

18/04/2005
Susto no primeiro dia do conclave: fumaça preta começou como branca

Da Redação (UOL)

Transmitida ao vivo para todo o mundo, a fumaça preta que saiu da chaminé da capela Sistina por volta das 15h (horário de Brasília) indicou: a primeira votação para o novo papa havia acontecido. A cor preta mostrava o que já era esperado: os 115 cardeais eleitores não chegaram a um consenso sobre o sucessor de João Paulo 2º.
Inicialmente, houve confusão. "Ninguém mais esperava essa votação hoje, já eram 20h no Vaticano. E primeiro a fumaça saiu branca, o que é sinal de papa eleito. Por alguns segundos, nós, jornalistas, ficamos em pânico, sem entender nada. Só depois de um ou dois minutos, a fumaça ficou claramente preta", descreveu Assimina Vlahou, correspondente da BBC Brasil no Vaticano.A fumaça é a única forma de comunicação externa dos cardeais reunidos na capela desde a manhã de hoje, no primeiro dia do conclave. Mais de 20 mil pessoas aguardavam esse "recado" na praça São Pedro, diante da capela Sistina.

http://noticias.uol.com.br/uolnews/internacional/bbc/2005/04/18/ult2624u95.jhtm

quick comment: Por quê esse frenesi todo? O que de fato vai mudar no Mundo se o novo papa for europeu, africano ou - acredite se quiser - brasileiro? Conservador ou mais moderninho? Alguém aí por acaso deixou de usar camisinha nos últimos anos? Quantas histórias de aborto você ouviu recentemente? O papa pode ser Pop, mas não apita nada. E incomodada com isso podia ficar a sua avó, aqui no Cabeça tá tudo liberado. Temos a impressão de que o mundo vai continuar a mesma merda, independentemente do próximo velinho a sair por aí beijando os pés descalsos dos pobres mundo afora. Mero simbolismo, atitude zero, diga-se de passagem.

Me lembro que, há uns 20 anos, fui fazer primeira comunhão e o padre disse que não me aceitaria porque meus pais eram separados. Óbvio que depois de pagar uma "taxa" fui aceito entre os alunos. Aí eu te pergunto: o que de fato é mais importante pra igreja católica, a felicidade e a paz de espírito da humanidade, ou seguir normas criadas num tempo que não existe mais?

Fico pensando aqui com meus botões. Conclave rolando, a moçada reunida a portas fechadas, uma platéia do lado de fora esperando a fumaça no ar. Luzes, câmera, ação! Até parece gravação do DVD do Planet Hemp....

cabeça esportiva*

Calcem as chuteiras

No próximo dia 23 começa o Campeonato Brasileiro de 2005. Antes disso tivemos os Estaduais, alguns disputadíssimos até o final e outros nem tanto. Sou a favor dos Estaduais, acredito que essa rivalidade local é importante e empolga mais do que os regionais (Rio-SP, Sul-Minas, etc...) disputados há algum tempo. O problema é a ociosidade que os times pequenos caem durante o resto do ano.
Teremos novamente o sistema de “pontos corridos”, que no ano passado foi um sucesso absoluto e que também considero mais justo, mais equilibrado e, principalmente, mais fácil para um time se organizar e planejar. Os outros formatos devem ser usados nos Estaduais e na Copa do Brasil. A Globo é totalmente contra e você nunca verá um comentarista deles elogiando o formato, por mais sucesso que ele esteja fazendo. No ano passado, em seus comentários, todos fizeram campanha contra, apesar de serem jornalistas e não publicitários. Mas se eles já decidem os horários dos jogos, tem direito a um amistoso da seleção e até convocaram o Romário de volta, só falta escolher isso também.
O mais importante é que estamos caminhando, mesmo que devagar, para uma melhor organização no futebol. Tente lembrar se há cinco anos atrás você já sabia o regulamento do campeonato, a tabela e acreditava na possibilidade de um time grande cair. Muito ainda tem de ser feito, principalmente a renovação dos nossos dirigentes. E temos que continuar pressionando para que os direitos do torcedor sejam respeitados. É inadmissível que a maioria dos estádios no Brasil não ofereça banheiro feminino, por exemplo (apesar que os masculinos que existem também não mereçam nota maior que 1).

Ronaldo, França, 1998

Num seminário realizado na semana passada, o volante tantas vezes campeão, César Sampaio, lembrou novamente do polêmico caso Ronaldo na Copa da França (por favor, parem com aquela baboseira de que vendemos a Copa em troca da Torre Eiffel, etc.. perdemos e pronto!). Vale ressaltar que César, apesar de ter se aposentado há pouquíssimo tempo, já está fazendo dois ótimos cursos de Gestão do Esporte antes de assumir alguma coisa.
Bem, voltando ao caso, o ex-jogador contou que a comissão técnica e dirigentes da seleção pediram a todos para que não contassem a Ronaldo o que ele tinha sofrido. Leonardo, outro craque com discernimento, na hora se revoltou e assim que pode contou o que tinha acontecido para o Fenômeno.
Para todos naquele dia ficou claro que Ronaldo jogar foi uma negligência absurda, que prejudicou o desempenho técnico do time, o psicológico ficou arrasado e, principalmente, colocou a vida em risco daquele que nos deu o pentacampeonato quatro anos depois.

* por Fábio Kadow

Friday, April 15, 2005

controle e transparência

E agora pouco, através da Globo News, fiquei sabendo que temos um Ministro do Controle e da Transparência, que atende pelo nome de Waldir Pires. E deve ser mágico, pra conseguir ser transparente com tanta mutreta em brasília.
O governo Lula pode não ter conseguido resolver muita coisa até agora, mas não podemos dizer que não estão sendo originais nas tentativas...

os fins justificam os meios

E anunciaram - hoje - o fim de uma banda que já havia acabado logo após o lançamento do terceiro disco, lançado há alguns anos.
Alegando "divergências de ideais profissionais", 3 integrantes do Charlie Brown Jr decidiram se separar de Chorão, que agora comanda a banda com músicos substitutos.

Perdem os fãs, mas perde também o próprio Chorão.
O vocalista, pelo menos na minha opinião, nunca foi o ponto forte dessa moçada. A qualidade da música, entretanto, e por conta da técnica dos que abandonaram o barco (furado) , sempre compensou suas letras fracas e que, muitas vezes, mal faziam sentido.

As divergências de ideais podem ter surgido justamente no momento em que, por obrigação contratual, começaram a lançar discos pelo menos uma vez ao ano. E cada vez com menos músicas boas. Afinal, nem toda banda é capaz de compor um disco inteiro todo ano.

Na recordação ficam os 3 primeiros álbums que, no estilo musical, me lembram uma banda que considero excelente - NOFX.
O resto é o que sobrou. E se sobrou é porque alguma coisa estava errada mesmo.
Que bom que acabou.

racismo & hipocrisia

Falar (ou escrever) sobre temas polêmicos é sempre complicado. Abre-se o espaço pra críticas pesadas, de gente que discorda de você, mesmo sem saber justificar coerentemente as razões que o levaram a se posicionar contra sua opinião. Demora um puta tempo pra construir uma imagem bacana, e apenas um post “descuidado” pra arruinar tudo.

Pelo menos pras centenas de pessoas que comentaram um dos últimos posts do Blog do Taz, foi exatamente isso que aconteceu. Talvez ele tenha sido sincero demais no que escreveu (sinceridade tem seu preço, a vida é assim) ou tenha descuidado um pouco na escolha das palavras ou na maneira de dizer o que pensa a respeito do episódio de racismo que ocorreu no jogo do São Paulo, quarta-feira passada, em que o jogador que atende pelo apelido de Grafite foi chamado de “negrinho de merda” por um - a-r-g-e-n-t-i-n-o - do outro time.

Gente de todo canto do Brasil se mostrou indignada com o que haviam lido a respeito; o chamaram de “racista filho da puta”, por ter considerado um exagero da parte do jogador brasileiro transformar o ocorrido dentro de campo num “impasse internacional” (pra usar as palavras do próprio Taz).

Nos mais de 300 comentários sobre o assunto, praticamente todos execrando o famigerado post, pude perceber boa intenção nos comentários de apenas algumas pessoas, que se preocuparam em justificar a crítica. E o fizeram educadamente, com argumentos válidos e com intenção clara de fazer algo para melhorar o mundo.

Infelizmente, e como já disse aqui anteriormente, o ser humano é uma merda. E, pelo que me pareceu, a maioria dos que crucificaram o infeliz, o fizeram porque é mais fácil ir junto com a maioria, do que tirar a máscara e admitir que, as vezes, shit happens. Nenhum dos que bateu teve intenção de ajudar em nada, simplesmente bateu como teriam batido num bêbado cambaleando na madrugada. Por covardia, portanto.

Um dos comentários mais tolos está assim – “Se o cara não fosse argentino, até concordaria com você”. Como alguém em sã consciência se dá ao luxo de julgar alguém por racismo e publica um comentário desses?

Nem quero entrar no mérito do racismo em si, porque se pararmos pra pensar bem, em algum momento da vida já fizemos algo que não deveríamos ter feito; seja pra quem for, independentemente da situação. Muito difícil de acreditar que algum paulistano nunca tenha dito “que baiano!”, cujo significado, como todos sabem em São Paulo, remete a algo que “não é bacana”. No Rio, o baiano se transforma em “paraíba”, mas a situação é a mesma. E por aí vai; ninguém se importa, ninguém faz nada pra mudar. Por quê? Porque, de novo, e sempre, o ser humano é uma merda. E é hipócrita! E gosta de olhar o defeito dos outros, porque isso, de certa forma, traz algum conforto quando a consciência pesa e nos mostra que fazemos merda também.

O tal argentino está preso. E não simplesmente porque ele é racista. Mas, principalmente, porque nós também somos. O cara está lá porque é argentino. Fosse ele americano ou suíço já teria embarcado de volta pra casa. O próprio Grafite nem teria reclamado tanto. Reclamou porque quem xingou foi um argentino.

Acha que não? Então pergunta pra algum jornalista esportivo quantas vezes eles já escutaram em campo, em jogos regionais, de brasileiros contra brasileiros, um xingando o outro de “negro filho da puta”. Nunca ninguém recebeu sequer um cartão amarelo, muito menos foi preso.

Enquanto a camada de ozônio está cada vez mais esburacada, os políticos continuam rindo nas nossas costas e a justiça (racista) deste rascunho de país envia cada vez mais negros pros presídios, tem gente gastando tempo com uma puta frescura dessas.

Da mesma forma que aconteceu com o Taz, corro o risco de não agradar a gregos e troianos com esse post. Sinceramente, pouco importa. Abandonei a ingenuidade de acreditar num mundo sem nenhuma maldade. Até porque, esse mundo não seria humano. E como todo humano realista, cheio de qualidades e defeitos, quero mais é que os hipócritas fiquem cada vez mais longe de mim. Foda-se.
Por fim, recomendo a leitura de “O sonho de um homem ridículo”, de Dostoiévski.

Thursday, April 14, 2005

cabeça, by kim


O Cabeça orgulhosamente apresenta sua logomarca - criada por Alberto Kim, diretor de arte, maluco, "psy-trance addicted", gente da mais fina estirpe e, não a toa, meu amigo. Valeu bro, ficou do caralho!

london calling*

E ate que enfim o inverno passou...
Bem, pelo menos oficialmente, a estação terminou no dia 20 de março. Mas aqui, em Londres, o frio nao foi embora. Pelo menos ainda. O meu medo é que o verão, este ano, caia num domingo. Já pensaram? Inverno de 6 meses de duração. Primavera de 3 meses. Verão de um domingo. Outono de outros 3 meses... E mais uma vez, inverno. Chuva, muita chuva. Parece que o ralo de São Pedro é bem em cima desta ilha. E o danado do santo gosta de lavar o céu todo dia. O pior é quando, juntos, resolvem aparecer a chuva, o frio, a neve e os ingleses.
Aqui na Inglaterra, o sol, apesar de não dar muito as caras durante a estação mais fria do ano, não é um ausente absoluto como nos países do extremo norte. Nos meses de janeiro, fevereiro e março, o que vemos é um pequeno clarão no céu, passando longe, bem longe, quase no horizonte. E nos (poucos) dias em que não há nuvens bloqueando a visão podemos constatar que o sol aqui é igual a uma lâmpada de mercúrio. Ilumina, porém não esquenta. Sem citar o fato de, ainda no inverno, o dia amanhecer as 9 da matina e ele, o sol, nos deixar às 4 da tarde.
Quando comecei a escrever este texto, lá fora caia uma chuvinha chata, aquela famosa chove-nao-molha, bem comum aos paulistanos. Agora, o sol reaparece e olho, uma vez mais, rio, a famosa folhinha e vejo que a primavera esta ai, nos ares. E penso que é melhor parar de reclamar já que tudo poderia ser muito pior. Ja pensou se o verão inglês cai numa segunda-feira?

* por André Spinolla, de Londres

________________

comment: nos meus tempos de Londres o verão durava mais. E, no inverno, os dias mais bonitos, com direito a céu azul e sol brilhante, eram também os mais frios. Me lembro de um fenômeno curioso, que dificilmente ocorre em outras cidades que conheço. Os aviões deixavam um rastro, uma espécie de fumaça por onde passavam. Não raro, perambulando pela cidade com meu companheiro inseparável chamado Hash Pipe , flagrava um emaranhado no céu, causado por esses rastros; desenhos livres, literalmente feitos ao ar livre.
Por conta da "friaca", as mulheres desfilavam elegantemente pelos quatro cantos da cidade; é indiscutível que o frio joga a favor da elegância. A cerveja, mesmo não tão gelada, descia redonda. Sim, redonda; até porque nem era Skol. No meu caso, geralmente Guinness - the extra cold one. O sistema de delivery era tão eficiente que até haxixe entregavam em casa. Porra, que saudade... Bons tempos de Londres, boas recordações...

Enfim, cá estou eu, no país tropical. Abençoado por Deus e bonito por natureza. E que beleza...

Exatamente agora, no Rio de Janeiro, são 19h29; o termômetro da rua marca 24ºC. Da janela vejo mulheres passeando, um festival de mini-saias, shortinhos e decotes de tirar o fôlego. Como que num piscar de olhos, a saudade passou.

E como a vida é cheia de coincidências, a cena engraçada fica por conta de um travesti, "desfilando" entre as mulheres. Na "camisetinha" que espreme o silicone está escrito: god save the DragQueen!

Sds,

Felipones [live from Ipanema]

mkt&com

Mundinho leonino, esse...

por Renata Ruffato

Se você gosta de publicidade, leia.
Se não liga pro fru-fru do mundinho da advertising..., leia também.
Na Toca dos Leões (Fernando Morais, ed. Planeta, R$ 44,90) é mais que um livro sobre uma das mais criativas e premiadas agências do mundo, a W/Brasil.
É a trajetória de brasileiros ousados, talentosos, é a história de uma gestão correta, e é, sobretudo, Washington Olivetto.
Muitas vezes institucional (como não ser?), a obra retrata "tempos que não voltam mais", onde criativos eram popstars, seus salários eram estratosféricos e suas gravatas eram ultra-coloridas. Hoje, quando cada vez mais as verbas migram below-the-line, coerentemente, diga-se de passagem, as agências mais parecem repartições públicas, o cinza impera nas criações e os salários não causam mais (tanta) indignação.
Quer saber? Saudade do glamur, da purpurina da propaganda de outrora. Saudade do talento sem nenhuma modéstia de pessoas outstanding como Olivetto, Nizan e demais. Saudade da chuva de Leões que saiam da toca de Cannes e caíam em terras brasileiras, abundante.
Saudades essas aplacadas com a leitura de "Na Toca...".

Renata Ruffato RR Textos & Comunicação 11 8415-5809

Tuesday, April 12, 2005

cabeça dinosssauro



O primeiro homenageado do Cabeça Dinossauro tinha que ser alguém com a representatividade do - incansável - Zagallo.
Pra quem não sabe, agora ele vai comandar um Reality Show; resultado de parceria entre a Band e a Nike. A idéia é descobrir um Camisa 10 entre centenas de garotos de aproximadamente 15 anos.

cabeça dinossauro

O Cabeça Dinossauro será um espaço dedicado a personalidades que têm se destacado em suas áreas de atuação há muito, muito tempo. Sobretudo, são pessoas que fizeram e continuam fazendo a diferença.

Como sempre, sugestões são bem-vindas. Bem como fotos e informações a respeito.

mail 2 cabecadebacalhau@hotmail.com

servimos bem para servir sempre

Diante das mudanças ocorridas nas últimas semanas, com a chegada de amigos-colaboradores, e a diversificação dos temas por nós abordados, achei interesssante mudar a descrição do Blog.

Enjoy it!

Sds,

Felipones

Sobre Ela... *

Estou ausente em seu aniversário. Viajem de negócios. Não espero comoção.
Bon Jour, Merci, Pardon, Au revouir.
Irônicos, vos direi, troco esta e outras para vê-la nesta data.
Oito da noite na Franca, três da tarde no Brasil.
Paris, 15 graus. Venta pouco e gelado. Retorno ao hotel pra descansar. Meu pé volta a inchar. Penso, sobre Ela. No que direi... Escreverei... Durmo um pouco. Sempre sonho quando preciso. Acordo triste. Não sei explicar. Tomo banho, preciso jantar. Na luz da rua procuro seu rosto. A vejo chegando. Meu coração acelera. Não sei onde estou. Veste-se de branco. Há no cabelo um acessório simples. Engrandece seu charme. Que graça tem a distância? Abraço-a. Falta-me o tato. Ignoro. Nunca a vi em seu aniversário. Como cheira flores? Como agradece felicitações? Como abraça amigos? Quero aprender, sobre Ela.
Jantar no Pompidou. Vista da cidade acesa. A mesa cresce. Presentes não cabem na cadeira. O telefone não pára. Muito vinho. Gargalhadas.
Todos bebem. Reconheço poucos, Ela me sorri e balbucia. Falta-me audição. Da estranheza a preocupação. Puxo-a pra mim. Entre solicitações e intervenções, me angustio. Ela não chega nunca. A distância de uma mesa parece um imenso corredor do Louvre. Enfim, Voi la. Beijo seu pescoço lentamente, tento retardar o tempo. Como de costume a cheiro profundamente. Então me falta olfato. Olho fixamente em seus olhos. Podiam estar expostos como jóia natural em qualquer museu. Como quem diz adeus a um sonho bom, os fecho. Beijo sua boca. Falta-me o paladar. Entristecido, acordo.
Só não há de me faltar a visão para sonhar com seu encanto, mesmo assim me falta, Ela, por aqui.

* por Fábio Lima, de Paris.

Monday, April 11, 2005

porteiro zé X bond boca

Nos Estados Unidos uma pesquisa realizada pelo Federal Reserve Bank, de St Louis, afirma que a aparência influi nos salários dos americanos - os mais bonitos, altos e com look saudável ganham, em média, 5% mais que os feios, baixinhos ou gorduchos.

Se isso fosse válido no Brasil, quem seria o nosso atual presidente da Câmara?

Pensei no Bond Boca, ex-garoto-propaganda da Cepacol...

Certamente não seria o tal Severino que, nos finais de semana, sem terno e sem gravata, de bermuda e chinelo, é facilmente confundido com o porteiro do seu prédio; aquele zelador ou faxineiro que ganha um salário mínimo por mês pra limpar a sujeira dos outros.

O tal presidente da Câmara ganha, nada mais nada menos, que algo em torno de 80 salários mínimos por mês, ou 98% mais que qualquer porteiro Zé, mesmo tendo a mesma aparência que eles. E o pior: pra fazer merda!

os acertos que derrotaram marta*

da Agência Carta Maior

A resistência em se ter uma sociedade menos desigual e mais democrática derrotou o governo de Marta. Essa mesma resistência que se reproduz de maneira mais ampla no contexto nacional termina por aprisionar o governo Lula nas margens do liberal-conservadorismo.

Após quase meio ano da vitória de Serra, tende a ficar mais claro o resultado das eleições paulistanas de 2004. Ao contrário do que se poderia imaginar, a derrota do governo Marta não se deu por conta dos seus erros. Foram justamente os méritos do seu governo que, contraditoriamente, interromperam a emergência de um novo projeto de organização social e política para o país.

A ousadia de procurar fazer - com pouco recurso orçamentário - o máximo de ações possíveis de um governo de orientação progressista e popular terminou por se colocar em xeque a ideologia liberal-conservadora do pensamento único que se funda na prática de estabilização monetária e do equilíbrio fiscal. Isso levaria ao imobilismo social e político que o governo da Marta não aceitou. Ao invés do tradicional corte nos gastos sociais, ocorreu uma inovação no campo das políticas públicas que apontou para o avanço considerável na repartição do recurso orçamentário, sempre potencializado por uma renovação nas parcerias com setor privado e organismos não governamentais.

Para isso, no entanto, as camadas de mais altas rendas da capital paulista foram chamadas a contribuírem por intermédio da reforma tributária local que implantou a justiça tributária: quem tem mais paga mais, quem tem menos, paga menos. Aqui, novamente, mais uma tensão com os princípios reacionários que norteiam o país. No Brasil, rico pagar imposto é ofensa, muito maior ainda se for para contribuir com o financiamento do combate da pobreza e da desigualdade.

Os liberais-conservadores de sempre até que defendem a educação universal, enquanto possibilidade de ampliação de oportunidades. Mas se para isso depender do gasto público para atacar uma das raízes da desigualdade, que tem como obstáculo às crianças pertencentes às famílias pobres, não há mais apoio, mas contestação política.

O fato é que o decisivo conjunto de investimentos municipais na área social permitiu reduzir a desigualdade educacional. Até o ano de 2000, por exemplo, criança matriculada na periferia tinha um desempenho três vezes menor do que a criança que estudava no centro de São Paulo. Quatro anos depois, não mais havia desigualdade no desempenho médio escolar das crianças, uma vez que a melhora foi, sobretudo, mais alta para os alunos matriculados nas regiões mais pobres da cidade. Por outro lado, ao mesmo tempo em que não aceitou a continuidade da fragmentação das políticas públicas, o governo Marta constituiu uma estratégia de inclusão social de cunho emancipador. Com isso, procurou constituir novos atores que buscaram protagonizar suas autonomias políticas, sociais e, na medida do possível, econômica.

De cada 10 empregos criados até o ano de 2.000, 7 eram no centro da cidade e somente três na periferia. No ano de 2004, com mais de 280 mil novos empregos criados, notou-se que 60% ocorreram justamente fora da região central. Tudo isso, todavia, contrastou com as velhas e renovadas práticas do assistencialismo e paternalismo político. Sem os intermediários das políticas sociais emergentes, a população excluída sentiu a possibilidade da transformação social, uma vez que regiões sem interesse econômico consistente passaram a receber recursos públicos capazes estimular decididamente as atividades produtivas e ocupacionais, inclusive às de novo tipo organizacional, como as da economia solidária.

Da mesma forma, a radical mudança no transporte apontou para o possível processo de integrações sociais, econômicas e culturais na cidade. Em contrapartida, o empregado passou a chegar mais rápido no trabalho do que o seu patrão, já que os corredores de ônibus e o bilhete único facilitaram a mobilidade dos mais pobres. Esses e tantos outros exemplos meritórios do governo Marta geraram fortes reações de natureza de classe. O liberal-conservadorismo da elite foi afetado, e este que não perdeu oportunidade para carrear recursos e energias necessários ao retorno de São Paulo ao imobilismo trilhado pela ideologia da estabilização e do equilíbrio fiscal.

A resistência em se ter uma sociedade um pouco menos desigual e um pouco mais democrática derrotou o governo de Marta. Essa mesma resistência que se reproduz de maneira mais ampla no contexto nacional termina por aprisionar o governo Lula dentro das margens do liberal-conservadorismo. Faltando dezoito meses para as próximas eleições, nota-se que o curso do modelo econômico atual vem produzindo resultados superiores aos já alcançados por FHC.

Nesses termos, a inexistência, até o momento, de uma verdadeira oposição liberal-conservadora ao governo Lula, nem mesmo de candidatos competitivos, resulta muito mais do fraco enfrentamento às questões decisivas ao bem estar do país, como a realização das reformas civilizadoras do capitalismo contemporâneo (fundiária, tributária e social) que abram a perspectiva do desenvolvimento econômico co inclusão social.

No jogo eleitoral, nem sempre os melhores governos são efetivamente bem avaliados. Para um país sem tradição democrática, como o Brasil, somente o aprofundamento da democracia participativa poderá permitir ao povo decidir convictamente o melhor governo que lhe interessa.

por Marcio Pochmann

professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp.

Friday, April 08, 2005

o charme

As mulheres são todas loucas. E, ao que me parece, quanto mais interessantes, mais complicadas.

Uma das coisas que mais me chamam a atenção é o charme, pois ele tem o poder de transformar uma mulher comum em uma mulher muito interessante. Postura, educação e elegância são fundamentais, mas o charme, sobretudo, me desperta certa curiosidade.

Com o passar dos anos adquirimos experiência, vivenciamos situações que nos possibilitam formar opinião sobre os mais diversos assuntos. E, as vezes, nos sentimos auto-confiantes o suficiente para formular teorias sobre particularidades da vida. O charme, por exemplo.

O charme não é algo que toda mulher possui; umas nascem charmosas, outras simplesmente não. Não é algo que se aprende na escola e, portanto, podemos dizer que trata-se de um privilégio.

Tal provilégio me leva a uma constatação curiosa: quanto mais charmosa a mulher, mais interessante ela é. E, consequentemente, quanto mais interessante, mais complicada. O charme, então, pode ser um indício de comportamento patológico nas mulheres; como que um indicativo de que situações igualmente prazerosas e angustiantes vêm pela frente.

Esse comportamento que oscila da noite pro dia, que é alterado seguindo as fases da Lua, as vezes por uma simples lufada de ar fresco, já foi motivo de dor de cabeça pra praticamente todo homem. Ao menos praqueles com um misto de bom-gosto e insanidade mental, como é o meu caso.

Fica a pergunta: o que é uma simples dor de cabeça quando comparada ao tédio gerado por uma noite ao lado de uma mulher "sem sal"? Responda o que quiser, se quiser.

Daqui pra frente você pode optar por levar um saleiro em seus futuros encontros. No que diz respeito à minha opção, prefiro continuar no Doril.

Sobre Ela... *

No intuito de presenteá-la por conta de seu aniversário, saio a procura de algo à altura da importância do meu carinho. Não raro é a angustia coletiva da dúvida. E assim estou, motivado a agradar caio na mesma sina da obviedade; o que já conheço sobre ela me dá o falso conforto da proteção ao erro.

Como todo angustiado desperto meu inconformismo e me direciono ao risco, porque claro, do que me vale o que dela já sei? De certo, muito menos do que ainda não sei.

Decidido ousar, procuro, questiono e compro. Pouco depois numa gostosa conversa ao telefone e recheada de mútua curiosidade disparo breve interrogatório do desconhecido. Mais instigado ao risco fico e volto ao mercado logo no dia seguinte. Seduzido pelo ineditismo que meus olhos hão de ver, aumento o risco e troco o presente. Carregado de dúvida, tomo a decisão correta ausente de qualquer segurança. Claro que anseio seu apreço mas a melhor recompensa está em conhecer um pouco mais sobre Ela.

* por Fábio Lima

Thursday, April 07, 2005

na cabeça da rapaziada

Reproduzo abaixo um email recebido agora pouco.

____________

Fala Felipão beleza,

Devido ao enorme sucesso do Cabeça de Bacalhau resolvi dar minha colaboraçao.
Quando vi a foto de trindade, lembrei de algo não parecido, mas realmente interessante e resolvi compartilhar.
Estou lhe enviando uma foto tirada no ano passado, em julho, quando estava no México.
Essa foto foi tirada da porta de entrada da rodoviária de Zacateca, no centro, uma sinalizacão que poderia ser confundida facilmente com a de "não fumar".
Quando vi comecei a rir, eu não acreditei que teria que ter uma placa pra informar isso, e o detalhe ainda mais interessante: a sinalizaçao era válida apenas para o interior da rodoviária. Fora tava liberado.
Agente vai morrer e não vai ver tudo.

Timão e tradição,

JR
______________

quick comment: existem aqueles que ficam milionários e decidem comprar uma Ferrari. Se um dia acontecer comigo, coloco uma mochila nas costas e viajo pra todos os lugares possíveis. Afinal, como bem disse JR, vamos morrer e não veremos tudo.

Valeu JR, o Cabeça é nosso!
Abs,
Felipones

(foto abaixo)


Foto by: JR

Wednesday, April 06, 2005

de canela*



* em homenagem à Seção - homônima - que já não existe mais na revista CartaCapital.


Para melhor visualização da imagem, clique com o botão direito do mouse sobre a foto e selecione "abrir em outra janela"

Tuesday, April 05, 2005

dois pesos e duas medidas

Nosso ilustre presidente da câmara, Severino Cavalcanti, em mais uma de suas bizarrices, agora quer impedir beijos homosexuais na TV! É que ele acha baixaria...

Mas como assim, seu Severino, teus amigos vivem "passando a mão" na poupança dos outros!!!

Cara-de-pau esse baixinho...

cabeça esportiva*

País de raquetes

Nesta segunda, dia 4 de abril, Gustavo Kuerten voltou às quadras após mais um longo período de recuperação após passar por nova cirurgia. Desta vez, Guga volta sem seu técnico e companheiro Lari Passos, que resolveram desfazer a vitoriosa parceria depois de 15 anos juntos. Mesmo assim, 2 sets a 0 e mais uma vitória para seu currículo. Guga foi, sem sombra de dúvidas, um dos maiores tenistas de todos os tempos – favor não esquecer também de Maria Esther Bueno. São 28 títulos, entre eles três Roland Garros e uma Masters Cup e quase US$ 15 milhões em prêmios.

O Brasil já viveu sua Gugamania, em que todos sabiam o que era um lobby, um back-hand, quantos games são necessários para se vencer um set, etc. Raquetes e bolinhas eram disputados nas lojas de esportes e os pais já comentavam nas rodinhas com seus amigos o exímio tenista de 6 anos de idade que ele tinha em casa.

Junto com toda essa febre veio a cobrança em cima de Guga. Os mesmos pais viraram comentaristas, a imprensa (que nunca dava mais do que uma notinha sobre o esporte) tornou-se especialista e até no metrô o desempenho dele era questionado (cabe aqui lembrar que o tênis sempre foi um esporte de elite no Brasil). Cada ponto era um gol, cada erro era um pênalti perdido. Por que temos essa mania de “futebolizar” todos os esportes? Está certo, tudo isso foi fundamental para a popularização do tênis e, quiçá, seja para a formação de novos Gugas.

Além de tudo isso, fora das quadras o fenômeno Guga é um dos caras mais simples e de bem com a vida que pude entrevistar. Adora dedilhar um violão, surfar, curtir Floripa e ajudar sua família. Sempre pareceu alheio a todo e qualquer escândalo que tentaram criar e nunca se preocupou em fazer marketing para aparecer em revistas de “celebridades”.

Mas o que mais se ouve ultimamente, após as duas cirurgias que sofreu, é que Kuerten “está acabado, já era”. Já era? Guga foi e sempre será. E isso precisa ser respeitado. Por tudo que ele fez, é e ainda pode fazer, não podemos novamente aqui “futebolizar” e pensar nele como mais um centroavante do Flamengo.

* por Fabio Kadow
_____________

quick comment: da mesma forma que Ronaldo estava "acabado" e foi o melhor do Brasil na última copa, acredito que o Guga pode voltar a nos surpreender em breve. Mas por favor, se forem pensar nele como mais um centroavante, escolham um time que realmente tenha pelo menos ALGUM centroavante. O que certamente não é o caso do Flamengo...

Valeu Kadow, o Cabeça agradece a parceria!
Abs,
Felipones

Friday, April 01, 2005

o papa é pop

Por curiosidade digito a palavra "papa" no Google - 509.000 links em apenas 0,08 segundos de busca. Nada mal para um senhor de idade tão avançada.

A curiosidade aumenta e agora preciso de outros exemplos, pra traçar um comparativo.

Dercy Gonçalves - apenas 6.390 links em 0,26 segundos de busca.

Edir Macedo - 140.000 em 0,05 segundos.

Cicciolina - 3.970 em 0,08 segundos.

Che Guevara!!!! - 61.100 em 0,11 segundos.

Jean do BBB - 39.110 em 0,33 segundos.

Impressionante a goleada do Papa! Mesmo doente e já de passagem comprada pro paraíso.

No Vaticano, fecham-se os portões de bronze, sinal que indica possível morte do pontífice. Porém, nada confirmado ainda.

O fato é que o interfone já tocou várias vezes. E em todas elas o papa insistiu em não subir. Curioso que sua morte deva ser anunciada ainda hoje, em pleno 1º de Abril.

Sobre Ela... *

Aceitei o convite do amigo Felipones para escrever com alguma freqüência, sei la qual, sobre ela...

Claro que, por se tratar de um assunto tão delicado, instigador, provocante e revelador, a freqüência será ditada pela inspiração. Abordar tal assunto assim publicamente poderia ferir cruelmente todos os manuscritos de comportamento masculino, diante de uma situação de envolvimento com o sexo oposto. Não fosse o fato que todo clichê só existe porque o é, toda regra, ou neste caso, todo caso, tem sua exceção. Diante de tal fato me encontro muito confortável para aqui escrever, sobre ela...

Já há algum tempo, por esta venho me encantando. Dos comportamentos difusos e confusos, por vezes mal interpretados, surge uma admiração, ante ao vislumbramento ruma agora a constatação.

Do sorriso sincero e tímido, emana um poder hipnótico tão avançado que decodifica apenas do olhar firme a instrução “tudo o que eu te pedir você fará”. Eis que, de repente, me vejo em transe, andando pelas areias de Ipanema as 11 e tantas da noite, afundando e retorcendo o inchado pé ainda contundido, a caminho de um mergulho.

Provar desta experiência custosa traz como recompensa a linda imagem do seu rosto molhado sob a lua, o abraço apertado do corpo esfriado da noite e a originalidade do carinho espontâneo. Esquecido da dor, dormi com um sorriso infantil, não contei a ela que não conhecia um mergulho noturno, guardei aquele momento pra mim, só para ter a certeza que o sonho desta noite em transe seria sobre ela.

Se eu tivesse só um pouquinho a mais de capacidade literária, eu juro que me arriscaria a descrever quão envolvido com sua beleza eu estava na manhã seguinte ao transe.

* por Fábio Lima